Ministra Vera Lúcia reitera importância de mais mulheres no poder

Durante evento, magistrada afirmou ser fundamental eleger defensoras de políticas públicas que assegurem a vida das mulheres

Ministra Vera Lúcia reitera importância de mais mulheres no poder

A ministra substituta Vera Lúcia Santana Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressaltou que o combate ao feminicídio e à violência de gênero passa obrigatoriamente pelas urnas e pela ocupação de espaços de poder. Ao participar do CB Debate "Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos", promovido pelo jornal Correio Braziliense nesta terça-feira (27), ela disse que é necessário qualificar a representatividade feminina nas instâncias partidárias e institucionais.

"É fundamental que a gente qualifique quantitativamente e qualitativamente a representação das mulheres na vida política, partidária, institucional, nos poderes legislativos e executivos", afirmou a magistrada, destacando que a sociedade deve eleger "defensoras reais de políticas públicas que assegurem a nossa vida".

Segundo a ministra substituta, é preciso assegurar políticas públicas contínuas. "A gente precisa estabelecer uma política de Estado que garanta a vida das mulheres e a plenitude da cidadania por todas nós", ressaltou Vera Lúcia, reforçando a necessidade de que as políticas construídas não sejam desmontadas em eventuais trocas de governo.

Para a magistrada, o ano eleitoral de 2026 é crucial para consolidar a democracia por meio de uma representação política feminina comprometida e real. Segundo ela, é preciso ir além da retórica para impedir que as fake news e o descompasso salarial sigam aviltando a dignidade das mulheres. "Nós não podemos somente ser eleitoras. Nós precisamos ser candidatas. Precisamos eleger mulheres que saibam e se comprometam com a nossa dignidade", disse ela.

O evento e números

O Correio Braziliense promoveu o debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” por meio de uma programação com dois painéis centrais. No primeiro, intitulado "Do discurso à ação", o enfoque foi nas políticas públicas. O segundo, denominado "O papel da sociedade", abordou prevenção e engajamento coletivo com líderes comunitários e especialistas.

Só em 2025, o Brasil registrou 1.470 feminicídios. De acordo com o Observatório da Mulher Contra a Violência, vinculado ao Senado Federal, que integra o Mapa Nacional da Violência de Gênero, houve 33.999 estupros contra mulheres no mesmo período.

EM/DB, com informações do Correio Braziliense 

Foto: Ed Alves/CB/ D.A.Press

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