CNJ publica Recomendação que cria o Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana
CNJ publica Recomendação que cria o Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Recomendação nº 168/2026, que altera a Recomendação CNJ nº 123/2022, para que os órgãos do Poder Judiciário brasileiro observem os tratados e convenções internacionais de direitos humanos e o uso da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Além disso, a nova recomendação cria o Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana.
O Estatuto apresenta diretrizes para subsidiar a atuação da magistratura brasileira na garantia dos direitos consagrados na Constituição da República Federativa do Brasil e nos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Estado brasileiro. O documento, de natureza orientadora, não altera, em caráter vinculante, o regime jurídico da magistratura nacional. Seu objetivo é incentivar a utilização da jurisprudência e das opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), bem como a consideração das recomendações e dos parâmetros desenvolvidos pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) no processo de tomada de decisão judicial.
O texto é inspirado em protocolos já acolhidos pelo CNJ, como os de julgamento com perspectiva de gênero e raça, e enfatiza a centralidade das vítimas e a necessidade de reparação integral em casos de violações.

