Advogadas apresentam ao TRE protocolo de defesa e acolhimento
Advogadas apresentam ao TRE protocolo de defesa e acolhimento

Na última quarta-feira (22), uma comissão de advogadas se reuniu com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), desembargador Alcides Gusmão da Silva, para apresentar o Protocolo CIDA – Caminhos Integrados de Defesa e Acolhimento. O documento é uma iniciativa inédita da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), construída de forma coletiva com a participação ativa da Associação das Mulheres Advogadas de Alagoas (AMADA), voltada ao acolhimento e à proteção de advogadas vítimas de violência doméstica e familiar.
O juiz auxiliar da Presidência do Tribunal, Fausto Magno Alves, também participou do encontro, onde foi firmado o apoio institucional da Justiça Eleitoral de Alagoas na divulgação e repercussão interna do protocolo em ações que devem ser alinhadas pela Ouvidoria da Mulher e pela Comissão de Participação Institucional Feminina do TRE.
Formalizado por resolução da OAB/AL, o protocolo estabelece diretrizes obrigatórias para toda a estrutura da instituição, criando um modelo integrado de atendimento baseado em princípios como escuta qualificada, sigilo, celeridade, autonomia da vítima e atuação com perspectiva de gênero.
“Ações como estas fortalecem não apenas as advogadas mas todas as mulheres. O que estiver ao nosso alcance para atuarmos juntos neste trabalho, será feito pelo TRE de Alagoas”, pontuou o desembargador Alcides Gusmão.
O protocolo CIDA propõe uma mudança de paradigma ao reconhecer que os espaços institucionais — como Tribunais, audiências e ambientes profissionais — também devem atuar como pontos de acolhimento e proteção, especialmente quando a violência impacta diretamente o exercício da advocacia.
O nome “CIDA” é uma homenagem à advogada Maria Aparecida, vítima de feminicídio, e simboliza o compromisso da instituição em transformar histórias de violência em políticas concretas de proteção.






